Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas

O monitoramento quali-quantitativo das águas subterrâneas no estado foi iniciado em 2005 pela Região Norte e vem sendo gradativamente expandido pelo Igam para outras regiões e aquíferos. O objetivo é a análise qualitativa da água subterrânea em seus aspectos de variação espacial e temporal.

​📅 2005 – Norte de Minas;​
📅 2009 – Guarani;​
📅 2015 – Velhas; e​
📅 2018 – Projeto Águas do Norte de Minas (PANM).

 

Os pontos monitorados são, na sua grande maioria, poços tubulares de produção. São também monitorados poços rasos no Norte de Minas e nascentes na bacia do rio das Velhas.

 

O mapa a seguir mostra a espacialização da rede de monitoramento da água subterrânea no Estado.

 

 

 

Frequências​

​👉 Norte de Minas, Velhas e PANM​

Semestral​

​👉Aquífero Guarani​

Anual

Regiões abrangidas

 Norte de Minas Gerais - iniciado em 2005 na região do semiárido que abrange três sub-bacias hidrográficas da bacia do rio São Francisco: sub-bacia do rio Verde Grande (CH SF10), sub-bacia dos rios Jequitaí e Pacuí (CH SF6) e sub-bacia do rio Pandeiros (CH SF9). Obs.: Nesta região de monitoramento, há predomínio do aquífero Bambuí, do tipo cárstico, cárstico-fissurado e fissurado, com prevalência das duas primeiras feições hidrogeológicas.

 Aquífero Guarani no Triângulo Mineiro – iniciado em 2009 nas bacias hidrográficas dos rios Paranaíba e Grande.

 Projeto Águas do Norte de Minas (PANM) - estudo aprofundado sobre a disponibilidade hídrica subterrânea do Norte de Minas Gerais, iniciado em 2011, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Em 2018, após a finalização do estudo, o monitoramento foi efetivamente implantado.

 Bacia do Rio das Velhas - iniciado em 2015 em diferentes aquíferos da bacia.


 ⚠️ O monitoramento na região Norte possui uma série histórica mais representativa, priorizada em função de:​

  • Relativa fragilidade ambiental motivada pela baixa disponibilidade hídrica superficial, associada ao intenso uso das águas subterrâneas em atividades como irrigação - com elevada taxa de explotação e potencial risco de contaminação dos recursos hídricos por agrotóxicos;​

  • Vulnerabilidade natural dos sistemas aquíferos cársticos;​

  • Falta de esgotamento sanitário apropriado nas áreas urbanizadas;​

  • E conflitos de uso das águas, que já se configuram nesta região em função dos aspectos mencionados anteriormente, bem como algumas restrições a determinados usos impostos pelo Poder Público – sub-bacia do rio Riachão na UPGRH SF6. 

 

122 Pontos de monitoramento
69​ Parâmetros avaliados

Avaliações realizadas

Classificação hidroquímica​
Reflete a composição química da água subterrânea proporcionada pela interação da água com as rochas que compõem os aquíferos.
Dureza da água​
Medida da capacidade da água em consumir sabão e formar incrustações.
Relação de Adsorção de Sódio (RAS) ​
Indica a proporção de sódio, juntamente com a condutividade elétrica, apropriada para fins de irrigação. Conformidade à legislação de acordo com os usos preponderantes.

Parâmetros Monitorados

🔎 São monitorados 69 parâmetros físico-químicos e biológicos, em laboratório e em campo, além do nível d’água dos poços.  Para o tratamento dos dados, é feita uma seleção com base em:​

  • ​parâmetros usados para comparações com padrões legais - incluídos os diferentes tipos de uso – consumo humano, dessedentação animal, irrigação e recreação;​
  • parâmetros utilizados no balanço iônico; e​
  •  parâmetros utilizados no tratamento estatístico dos resultados.

A Figura a seguir apresenta os parâmetros selecionados para as águas subterrâneas monitoradas no Estado.


👉 Parâmetros pH (Potencial Hidrogeniônico), Eh (Potencial de Oxirredução), CE (Condutividade Elétrica), STD (Sólidos Totais Dissolvidos), temperatura e OD (oxigênio dissolvido) são determinados em campo, imediatamente após a amostragem, em função de sua alteração durante armazenamento. ​

👉 Os demais são determinados por meio de análises laboratoriais.

Resultados